O tabu da morte e a prevenção do suicídio nas universidades federais
DOI:
https://doi.org/10.30712/guara.v1i15.38234Palavras-chave:
Universidade, Suicídio, PrevençãoResumo
A Organização Mundial de Saúde propôs um plano de Ação para Saúde Mental com meta de redução em 10% da taxa global de suicídio. O Brasil tornou-se signatário desse planejamento e implementou uma Agenda de Ações Estratégicas para a Vigilância e Prevenção do Suicídio e Promoção de Saúde, para o quadriênio 2017-2020. Nessa proposta, o segmento da educação foi inserido como ator e agente de intervenção, dado que o número de extermínio da vida atinge também crianças, jovens adolescentes e universitários. Diante disso, este artigo analisa como 15 universidades federais das regiões Sudeste e Sul do Brasil atuam na prevenção do suicídio dos membros da comunidade acadêmica e apresenta sugestões para a implementação de um Programa de Prevenção do Suicídio para a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
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